Publicada em 1939 e merecedora de vários prêmios, a obra “As Vinhas da Ira” é um clássico da

cultura norte-americana. O romance trás a história de uma família agrícola que tem suas terras arrendadas pelo banco, mas por não conseguirem quitar as dívidas, são obrigados a ir embora. Ouvem dizer que na Califórnia precisam de empregados, lá tem pomares, os pés são carregados.

Compram um caminhão, colocam lá dentro colchão, panela, roupa, ferramentas, uma parafernália, mataram dois porcos e vão ter refeição. Pai, mãe, seis filhos (Ruthie, Winfield, Noah, Al, Tom, Rosaharn), o genro (Connie), o avô e a avó, tio John e o ex-pastor Casy, ao todo são 14 pessoas.

Rosasharn está grávida, Tom acaba de sair da prisão, apesar de tudo a família é unida, e esperam encontrar trabalho e um chão. Cazy largara a religião, não mais acreditava na força dos dogmas, da fé e da oração. Os avós estavam muito doentes e não iam aguentar muito tempo não. Todos se perguntavam: O banco não é homem, porque ele quer um chão?

A família Joad viu a terra enfraquecer, se torna infrutífera e morrer. Tiveram que ir embora, porque senão ali iam morrer, mas quem garante que fora dali iam sobreviver? O adeus ao passado, porque agora se preocupavam com o futuro, na viagem para Califórnia iam viver outro mundo.

As dificuldades da estrada, eles encontram outros na mesma situação, são milhares indo na mesma direção. Há miséria para todo lado, todo mundo com pouco, o dinheiro está contado, opa parece que vai faltar. As mulheres não param de contar, dividem, somam, multiplicam e diminuem, será que a comida vai dar? Eles têm um sonho, querem ver a vida melhorar. Mas quanto mais chegam perto do sonho, começam a realidade enxergar.

Então logo veem a ilusão acabar, pois o acumulo de propriedade, má distribuição de renda, concentração de poderes, tudo isso faz a grande maioria flagelar. E cadê a política, será que ela vai ajudar? Paine, Marx, Jefferson e Lenin, o autor cita estes sociólogos/filósofos, mas nos EUA, eles não tem lugar. E a polícia, ela então pode ajudar? Com certeza ela ajuda, mas só quem tem dinheiro para safar. Alguns tentam furar o sistema, começam a reivindicar, queremos trabalho, escola, comida, casa para morar. Mas alertam-lhes: é melhor calar a boca, senão a polícia vai te matar.

A frutas apodrecem no pé, o povo está morrendo de fome, os salários estão mais baixos e o patrão quer mais trabalho.

É um livro instigante, que te faz pensar, olhar o sistema, conhecer a dor do podre e questionar, onde vamos parar? Quando é que as coisas vão mudar? Se você tem o coração fraco ou medo da pobreza aconselho a este livro não bisbilhotar é tanta miséria que só de lembrar a fome começa a me apertar.

Espero um dia entender, por que tem gente que maltrata o homem até ele matar.
Que Deus esteja vendo tudo isso, e um dia julgue a todos.

Danielly Chaves
daniellychavesoficial@gmail.com
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